CERF | Comunidade Evangélica Remanescente Fiel

Pastor José Carlos e esposa deixam São Paulo e se mudam para a Bahia para proclamar o Evangelho

Pastor José Carlos e esposa deixam São Paulo e se mudam para a Bahia para proclamar o Evangelho

“Eis o tempo de cumprir nosso ‘ide’, vamos na esperança de transformar Nele desertos estéreis em terras férteis, securas e amargas em doces fontes e abundantes”.

Carta aos amigos

Caros e queridos amigos, por bom tempo fomos privilegiados por nutrir da excelente amizade e n’algumas circunstâncias da companhia de vocês. Somos realmente gratos por tudo e por todos, posto que nos proporcionaram momentos de alegria; damos graças porque não nos privou disso o Todo Poderoso, foi bom conhecê-los e é bom tê-los, agora, contudo, é chegada a hora de partirmos.

Nos ausentaremos, não sabemos por quanto tempo, apenas que Ele nos envia a proclamar Suas verdades eternas a um povo pobre, desvalido de bens materiais e espirituais. Vamos a eles com fé e na força da esperança, nas asas e ventos do Espírito, como quem busca nos horizontes perdidos achá-los em suas incertezas, e cujos rostos desafeiçoados, aformoseamento trazer-lhes.

É desse modo que enxergamos nossa retirada dentre os mais queridos, aqueles que o Senhor nos deu para somar às riquezas celestiais.

Eis o tempo de cumprir nosso “ide”, vamos na esperança de transformar Nele desertos estéreis em terras férteis, securas e amargas em doces fontes e abundantes.

Sonhamos com o raiar da liberdade na aurora de um novo dia, que desponta em alegria com um canto nos lábios a entoar; sorrisos de almas que jaziam na tenebrosa escuridão de um dia reluzente despertar.

É o sonho de desbravar horizontes perdidos ainda não alcançados para encontrar os que dormem em densas trevas sem ao menos sonhar com liberdade.

Deixamos nosso habitat e transferimos nosso“oikos” dispostos a perder a acalentadora comodidade presenteada pelo Senhor. Deixamos nosso ninho, convívio e amigos, o nosso chão, pois peregrinos somos como Abraão, indo ao encontro daqueles que nem estrada encontram, mas precisam do Caminho.

Há receios não negamos, do desfiladeiro, do desconhecido, mas saímos como tantos outros que acrescentaram ao Reino de Deus. Nos retiramos fincados nas Palavras do Mestre amado, que nos envia aos enfermos e marginalizados da “Casa de Israel”. Vamos com fé naquele que envia e ordena que sejamos fortes e corajosos. Sem temor entraremos nos valados e vilarejos a encontrar os pobres de espírito, que clamam e esperam pelo pão que alimenta e dá Vida.

Enfim, avançamos na esperança de recolher os molhos, muitos molhos aos celeiros celestiais, por que: “O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim; porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado” (Is. 61:1).

Nossos passos se animam embasados na certeza de que a Igreja nos embala em ferventes orações e lágrimas quentes de fé, sem o que não nos atreveríamos dar um só passo, nem sair do nosso chão.

Desde que se cumpra nosso “ide”, até a volta queridos amigos, irmãos e companheiros. Viveremos com muita saudade de todos. Grande abraço.

 No serviço e Seara do Mestre,

José Carlos/Elza
Agosto/2014

Como este artigo? Agora!

Comments are closed.