CERF | Comunidade Evangélica Remanescente Fiel

Expedição ao Sertão Nordestino/Julho 2013

Expedição ao Sertão Nordestino/Julho 2013

Representantes de 5 igrejas libertam oprimidos pelo Diabo e pregam o evangelho do Reino em expedição a Carnaubeira da Penha, no Alto Pajeú, PE

“Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres”.

(Salmos 126:3)

 Um grupo de treze pessoas de cinco congregações paulistas, 4 de São Paulo, capital e uma de Valinhos, fez uma Expedição de evangelização a Carnaubeira da Penha, cidade do Alto Pajeú, PE, a 513 km do Recife. A viagem aconteceu de 23 de julho a 2 de agosto e muitos sinais e proidígios aconteceram, os maiores deles, claro, foram as conversões de pessoas ao senhorio de Cristo e reconciliações com Ele e com a igreja. Veja o testemunho de Luiz Montanini, pastor em Valinhos. Ele liderou o grupo, ao lado dos pastores José Pereira e Valdir Lecca e apoiado pelo jovem Bruno Alves, que fez a cobertura em fotos, já disponíveis no Facebook:

“Chegamos no dia 23 ao Recife. Fomos recebidos com muito amor pelo pastor César Morgado e seu grupo. Eles nos serviram com refeições e oraram por nós à noite, enviando-nos. Passamos a primeira noite no local onde a igreja se reúne.

No dia seguinte, logo de manhã partimos de van para Carnaubeira da Penha, na região Sudoeste de Pernambuco, Alto Pajeú, a 510 km do Recife. Fomos orando do Recife ao destino e uma das orações vivificadas em nós foi a de que o Senhor nos ajudasse a remir o tempo porque tínhamos muito a fazer.

Viajamos com o intuito de entrar no trabalho do pastor local sem impor nada, com o objetivo de ajudá-lo. Apenas um de nossa equipe o pastor José Pereira, que é de Carnaubeira da Penha e hoje pastoreia em São Paulo, o conhecia, de breve contato feito uma vez há alguns meses.

Chegamos em Carnaubeira no início da noite e fomos orar. Lia, eu e outro irmão do grupo sentimos que o Diabo estava tentando nos intimidar, mas Deus nos mostrou que Ele tem muito povo naquela cidade e nos encorajou a não temer nada e a partir contra as obras do mal, com base em Atos 18:9 e 10: “Não temas, mas fala, e não te cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade”.
Em seguida o pastor local, George, chegou e abriu o coração. Estava, com a esposa e a filha pequena, sofrendo muitos ataques do Diabo. Nos cultos matinais diários que persevera em fazer todos os dias ás 5h da manhã no prédio da igreja chegou a ver o Diabo se materializar em forma de bruxa e em outro momento uma fumaça negra demoníaca encheu o ambiente (existe fotografia deste fenômeno).
George contou-nos que estava no seu limite, sentindo-se sozinho e abandonado. Sua esposa e ele estavam prestes a deixar o ministério. Estava ali, diante de nós um guerreiro, um homem corajoso, mas esgotado, e começando a esmorecer. Então lhe mostramos que ele não estava mais sozinho. Que as 5 igrejas estavam orando e jejuando por Carnaubeira da Penha há 40 dias e que muitos no Brasil todo, através do Jogo de Cartões de Oração, estão orando todo dia 22 do mês pela cidade e que críamos que o item 3 estava se cumprindo ali.
Então li o tem 3 do cartão de oração referente a Carnaubeira da Penha: “Que igrejas de outras regiões enviem obreiros para essa cidade, para que preguem o Evangelho no poder do Espírito Santo, e novas congregações sejam abertas”. Ao ouvir isto, George começou a se animar e sentiu-se encorajado. Não tinha experiência com manifestações do poder de Deus, como expulsão de demônios e não era batizado com o Espírito Santo, mas creu conosco. Entendeu no Espírito que éramos os enviados que ele tinha pedido a Deus.
George, que não é ordenado, ainda, tem uma história interessante: foi convertido a Cristo há oito anos e há 7 havia se casado com uma missionária. Pouco tempo depois a denominação, sem saber que a missionária havia se casado, chamou-a para enviá-la a Carnaubeira da Penha. George sentiu que devia apoiá-la nisto e acompanhou-a. Com o tempo ele foi recebendo o encargo pastoral sobre a cidade e sua esposa foi percebendo isto. E George teve um rápido crescimento espiritual e assumiu o peso pela cidade.

Tínhamos, portanto, já o acesso espiritual da cidade, por meio do acolhimento de George e sua esposa  Faltava recebermos a chave política da cidade, por meio de alguma autoridade humana constituída. Oramos então para que conseguíssemos falar e orar com o prefeito. Soubemos que seria difícil falar com ele mas oramos neste sentido. Na manhã seguinte, tivemos um tempo de oração e pedimos a George que tentasse marcar uma audiência dos pastores ali com o prefeito. Enquanto fomos tomar café George saiu para tentar o encontro. Voltou em vinte minutos, dizendo que o prefeito nos receberia em seguida. Deus estava remindo o tempo. Deixamos o café e saímos, os três pastores e George para orar com o prefeito.

Na audiência, o prefeito nos contou que embora tivesse recebido a administração falida, nos últimos 40 ou 50 dias muita coisa tinha mudado e estavam chegando verbas para colocar a casa em ordem. Então lhe disse que cinco igrejas de São Paulo estavam orando e jejuando há 40 dias pela cidade e lhe mostrei o jogo de cartões de oração, no dia 22, onde aparece Carnaubeira da Penha e lhe disse que o Brasil todo estava orando por Carnaubeira e que o item 3 da oração estava sendo cumprido ali. O prefeito ficou emocionado. Oramos com ele e saímos. Depois ouvimos na cidade alguns testemunhos de pessoas que tinham ouvido o prefeito falar bem a nosso respeito.

Sentimos que não deveríamos cozinhar ali, para economizar tempo e Deus nos deu a palavra de Lucas 10:7, de que naquela situação não deveríamos ir de casa em casa, porque não conseguiríamos alcançar sequer a décima parte delas. Afinal, nosso grupo era pequeno e os poucos da igreja local ali eram passivos, sem entendimento de evangelização.

Para as refeições, fomos dirigidos a um pequeno restaurante que estava sendo inaugurado aquele dia e ali fomos muito bem tratados e a preços justos. Sobre as casas, decidimos visitar algumas delas, indicadas pelo pastor local.

Depois de obter o acesso espiritual e político da cidade, por meio do pastor e do prefeito, sentimos direção de orar no dia seguinte nas portas da cidade, para amarrar principados e potestades. Entendemos que antes de sair para ganhar as famílias teríamos que amarrar o valente, conforme Marcos 3:27 e Mateus 12:20.

Saímos e oramos em duas das três principais estradas de acesso a Carnaubeira da Penha, e num local de peregrinação religiosa.

Durante os dias visitávamos as 3 comunidades indígenas de Carnaubeira da Penha e à noite fazíamos um culto de adoração e palavra evangelística na praça central da cidade. A casa do pastor fica em frente à praça e dali puxávamos os cabos necessários para o som.

Nas aldeias o poder de Deus se manifestou. A equipe era obediente e afinada e cada um ali tinha um dom, uma peculiaridade.

Na primeira aldeia, Quixaba, oramos na entrada, com derramamento de azeite. O tempo estava ótimo, claro, sem vento, e enquanto derramávamos azeite ali, um rodamoinho se formou e passou ao lado do pé do pastor José Pereira, como que fugindo dali. Louvamos a Deus.

Ao chegar ao local um pequeno grupo de irmãos nos esperava, arrumadinho e sentado, para o ´culto´. Mas em dez minutos ali ouvi Deus me falar para fazer o culto depois, que aquele momento era de evangelizar. Saímos então pelas casas da aldeia, em grupos de dois de nossa equipe acompanhados de um irmão da aldeia, para nos apresentar nas casas. Entrávamos, orávamos, e houve curas e conversões. Uma jovem senhora, Taís, recebeu a Cristo, foi curada interiormente, recebeu o perdão de Deus e no mesmo instante seu semblante mudou. E assim aconteceu com várias pessoas. Um jovem ali, por nome Edvaldo e sua esposa, já começaram a ser discipulado para ser obreiros auxiliares do pastor George. Então voltamos à cidade, com muita alegria, contemplando o céu maravilhosamente estrelado de Carnaubeira da Penha. À noite dizemos um culto público, na praça da cidade.

No dia seguinte fomos a outra aldeia, de nome Cachoeira. George nos alertou que ali encontraríamos muitas ações de demônios. Contou que muitos ficam endemoninhados ao dançar o Toré, uma dança afro-indígena ao redor de uma espécie de santuário com cachaça onde bebem e entram em transe.

Debaixo da falácia de que aquela é uma manifestação cultural, os moradores da cachoeira e de outras aldeias costumam dançar o Toré também para os ´turistas´, que os aplaudem. Fomos informados de que provavelmente eles dançariam para o nosso grupo. Instruímos então nosso pessoal a assistir em oração de batalha à dança e depois, caso o fizessem, nós também lhes apresentaríamos a nossa dança ao Senhor e a partir dali começaríamos a agir de acordo com o que Deus nos dirigisse.

Mas o maligno já estava manietado e não houve dança alguma. Ao chegar ali, a dona Maria, a líder da comunidade, nos recebeu com alegria. Visitamos a aldeia, oramos contra a maldição do Toré e voltamos para um salão na entrada da aldeia. Então perguntamos quem queria oração por cura e falamos que Deus queria libertá-los também dos espíritos malignos. Muitos vieram para receber cura, mas nós oramos contra os demônios. Muitos ficaram endemoninhados, a começar de dona Maria, que foi liberta. A maioria das pessoas ali era escrava de um demônio do Toré, chamado Mulher Sabida e Homem Sabido, além de terem feito pactos com benzedeiras. Outro jovem dali, por nome Sandro, também começou a ser discipulado para ser obreiro auxiliar naquela aldeia. Com a libertação espiritual, as doenças e dores desapareceram também.

No culto da noite na praça da cidade mais pessoas se aproximaram de nós.

No dia seguinte fomos à aldeia Oiticica, a mais distante. É uma aldeia onde há tráfico de drogas, especialmente maconha. Carnaubeira da Penha é uma das cidades do chamado Polígono da Maconha. Em Pernambuco, as plantações de maconha estão espalhadas ao longo das cidades de Salgueiro, Floresta, Belém de São Francisco, Cabrobó, Orocó, Santa Maria da Boa Vista, Petrolina, Carnaubeira da Penha e Betânia.

Na aldeia Oiticica há um salão pequeno onde são feitos os cultos. Saímos então a convidar os moradores, com a mesma estratégia de ir dois de nós acompanhado de um morador crente que conhecia os vizinhos, para convidá-los para a reunião de libertação. No caminho, na medida do possível, entraríamos nas casas para curar enfermos e expulsar demônios, e completaríamos o trabalho no ajuntamento, marcado para as 16h.

Já nas visitas, possessos foram libertados. Um deles, um senhor grandalhão e muito forte, caiu possesso dentro de sua casa apenas ao ouvir o nome de Jesus. Valdir Lecca, pastor em São Paulo, entrou em sua casa após vê-lo cair e expulsou o demônio. Depois, este senhor apareceu na reunião, e recebeu a Cristo como Salvador e Senhor.

Levamos os bancos do salão para a sombra de uma árvore e enquanto os irmãos adoravam a Deus ali, trazíamos as pessoas para serem libertas de espíritos malignos no pequeno salão onde a igreja se reúne. Em Nome de Jesus, no poder do Espírito Santo e para a glória de Deus, libertamos em torno de 20 pessoas que estavam possessas. Ali também deixamos estabelecido o Sr. Mário como o novo ajudante obreiro do pastor George. Os três, Edvaldo, da aldeia Quixaba, Sandro, da aldeia Cachoeira e Mário, da Oiticica, entenderam que devem pastorear seus grupos, com a supervisão de George. Em novembro já deste ano pretendemos voltar em 3 ou mais pastores para ajudar George neste processo de ensino e discipulado. Ali vimos as 3 aldeias sendo consolidadas. Era o cumprimento da última parte da oração do cartão de oração: …e novas congregações sejam abertas. Estamos certos de que isto foi apenas o início e que muitas outras virão, por ações também de outros irmãos que se voltarem para Carnaubeira da Penha.

No culto da noite, mais visitantes foram chegando e vários entregaram suas vidas ao senhorio de Jesus.

No penúltimo último dia, 28 de julho, pensamos em dedicar tempo para estar com os pastores George e sua esposa. Enquanto José Pereira foi visitar parentes em Carnaubeira da Penha, o pastor Valdir Lecca, de São Paulo, e eu ficamos conversando com George. Lia, minha esposa, foi conversar com a missionária e o restante da equipe foi de dois em dois, com algum irmão da cidade os acompanhando, visitar 9 casas previamente indicadas por George. Eram irmãos que haviam se afastado da comunhão da igreja ou pessoas pelas quais estavam orando. Foram visitá-los, orar com eles e convidá-los para o último culto. Na noite, vários deles estavam presentes e se reconciliaram com Deus e decidiram-se por voltar a congregar.

Lia animou a esposa de George. Na conversa que Valdir e eu tivemos com George, falamos a respeito do Espírito Santo, de que ele precisava deste revestimento de poder para aquela tamanha obra. Em certo momento, Valdir disse a ele que ficasse tranquilo porque poderia acontecer de ele ser batizado até mesmo sozinho.

Na madrugada do dia seguinte, o último dia, descemos para orar com George no prédio da igreja às 5h da manhã, como costumeiramente fazíamos com ele. Ali, ele nos contou, cheio de alegria, que tinha ido para o salão muito mais cedo e que tinha passado uma grande opressão espiritual em oração, mas que perseverara, até que, em dado momento foi cheio do Espírito Santo e já não podia conter as palavras e sons incompreensíveis, enrolados, que saíam de sua boa.

Ficamos maravilhados. Sandro, que estava com ele, recebeu imposição de mãos do próprio George, ali, conosco, e também foi cheio e batizado no Espírito Santo, depois de entender que não precisaria fazer qualquer esforço para recebê-lo, mas que a Terceira Pessoa da Trindade dentro de nós, com manifestação de línguas, era um dom de Deus, um presente do céu.

Renovados e muito alegres, descemos para orar na última das 3 entradas da cidade e ali, amanhecendo o dia, lançamos para fora todos os demônios que a oprimiam. Assim que terminamos esta oração, começaram a chegar caminhões paus-de-arara lotados de alunos que vêm ali estudar todos os dias. Carnaubeira da Penha, ficamos sabendo, é um centro estudantil importante e recebe alunos de várias cidades da região. Cerca de 3 mil alunos estudam ali, a maioria de fora. Os caminhões passavam por nós pela entrada da cidade e nós abençoávamos os jovens nas carrocerias.

Saímos de Carnaubeira da Penha com muitos frutos. Só não fizemos 4 batismos (iríamos fazê-lo no domingo mas entendemos que não precisaríamos correr com isto) por falta de tempo. O pastor George ficou ali discipulando-os. Contou-nos depois que já expulsou mais demônios de outras pessoas e que está firme no discipulado com eles e com seus novos e futuros líderes.

Ficamos de retornar a Carnaubeira da Penha em novembro agora, com alguns pastores, para estar com o pastor George, sua esposa e os novos obreiros e suas esposas. Em janeiro de 2014 pretendemos voltar a Carnaubeira, para um encontro inicial de 3 dias, agora em um grupo bem maior. Depois dos três dias, pretendemos sair novamente por toda aquela região, curando a todos os que Deus colocar diante de nós e livrando a todos os oprimidos do Diabo, em Nome de Jesus, conforme ficou vivo para nós a palavra de Atos 10:38. Porque temos certeza de que assim como Deus era com Jesus, será também conosco, porque temos o Espírito de Jesus.

César Morgado deve levar a Carnaubeira um grupo do Recife e o músico Laércio Lins também se prontificou a ajudá-los na evangelização. O pastor Cristiano, menonita, também do Recife, deve ir conosco nesta viagem de novembro. Também entendemos que esta comunhão será ótima para ampliarmos nossa unidade em Cristo.

Voltamos ao Recife no dia 29, com muita alegria. Ali, ficamos hospedados em uma casa cedida pela Igreja Menonita, e descansamos. Tivemos uma ceia maravilhosa e na noite antes do embarque para São Paulo, nos encontramos, conforme havíamos combinado, com alguns irmãos pastoreados por César Morgado, na Praia do Pina, contígua à Boa Viagem. Ali, adoramos a Deus junto com Laércio Lins e sua esposa Sueli. Eles trabalham com igrejas nas casas e Sueli levou 6 de suas discípulas para estar conosco. Levou também um gostoso cuscuz, que comemos na praia.

No dia seguinte, logo pela manhã, terminamos a viagem como chegamos: orando dentro da van da casa onde estávamos hospedados até o aeroporto, muito agradecidos por todo o bem que o Senhor tinha feito a nós e pelas vitórias em tudo.

O Senhor nos fez remir o tempo, nos fez frutíferos, nos deu poder. Pisamos sobre serpentes e escorpiões – um deles literal, que esmaguei ao surpreendê-lo entrando na casa, em direção aos colchões no chão – e nada nos fez dano algum.

Também trouxemos o CD Volte e Conte, de Laércio Lins, autor da música do projeto Volte e Conte. Laércio cedeu a canção gratuitamente e cuidou da produção e gravação do CD, no Recife, sem cobrar nada por isto. Ele, Nelito Sanfoneiro e um outro irmão zabumbeiro estarão no Encontro Volte e Conte, que acontecerá de 6 a 8 de setembro de 2013 na Coerp – Comunidade Evangélica Redenção Plena, em Ferraz de Vasconcelos, SP.

Participaram desta expedição:

São Paulo – Guarapiranga e São Bernardo:

José Pereira e a filha Juliana

São Paulo – Santo Amaro:

Valdir Lecca

Abias

Aluísio

Ravelli

João Pedro

São Paulo – Parque Independência (Pr Rivaldo)

Bruno e a mãe, Cida

Danilo e Jéssica

Valinhos:

Luiz e Lia Montanini

 

Agradecemos a todos que oraram por nós para esta empreitada. Ao Senhor Nosso Deus toda a glória”.

Fonte: Jornal Hoje

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